De o play...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A última carta

Passasse o tempo e sua essência em mim hospeda, insiste em doer.
Universo de palavras que lhe pertence e oportunidade de serem ditas faltou.

Tudo continua sendo tão seu!

Não que o sol já não brilhe, mas, falta faz seus olhares nele a irradiar. Já não tenho como dizer que se protele a partida e viva aqui ao meu lado.
Mal deu tempo para te amar e devagar te vi partir.
Não sei se digo por nos dois, mas, certeza tenho de que os mesmos esforços que nos uniram foram os que nus separaram e o provável fim se fez absoluto em meio nossa ausência de forças para lutar.

Sem mais!

Sinto que andamos para traz em todos os passos que a frente são dados. Sozinho não pôde impedir e agora lamenta tal infelicidade, tende viver flores sem cor.

E ainda doe!

Faço dizer que cada pauta destas palavras escritas é como um fio de seu cabelo onde ainda lhe posso tocar com gestos suaves de canções macias.
Agradeço por ter sido mesmo que perecível a mulher com quem quis passar todos os dias de minha vida. Coração que se adormeceu.
Dia voltemos para nus buscar!

Ainda, tão seu...



Evandro Jardim
08/2011